sábado, 5 de junho de 2010

A estrada

A caminhada começou. Todos os conselhos vem em mente, mas nenhuma resposta clareia, nenhuma mão amiga pode ajudar, porque é algo que se deve fazer sozinho.
De repente se lembra de quando tinha cinco anos. Seus pais lhe protegiam como se fosse algo quebradiço, sua mãe lhe acalentava como um urso de pelúcia e todas as decisões eram tomadas por eles. Sua opinião existia, e na verdade era a que mais valia. Ao se recordar disso, percebe o quanto é difícil a caminhada, em visto que dessa vez são seus pés que vão percorrer, suas mãos que vão lutar, seus lábios que vão protestar, sua consciência que vai escolher por qual estrada passar.
Não significa solidão, não quer dizer que não há a quem recorrer. É apenas uma viagem daquilo que se é, e aquele que pretende ser. Não é grave e nem mortal, é a despedida da infância e o encontro com o mundo real.
Essa estrada tem vários caminhos, diversas ruas esburacadas, muita gente mal intensionada e pessoas que lutarão por você e caminharão com você. Há atalhos, mas nem todos são bons, há obstáculos, mas não vão durar para sempre. Em meio as adversidades haverá coisas melhores para viver, o importante é crescer! A estrada é longa e maravilhosa, haverá dias difíceis sim! Ninguém disse que passar por ela seria fácil.

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