Óh homens do século XXI, quem são vocês? Homens com ternos, engravatados? Hippies de rua, bandidos ou revoltados? Propagam a paz com um punhal na mão. Ora dizem sim, ora dizem não. Quem são vocês, homens da nova geração?
Falam alto como se clamassem atenção. Buscam viver a vida, pregando a liberdade de expressão. Liberdade esta, capaz de reprimir quem não anda conforme o seu padrão. Esvaziam suas mentes e contaminam seus corpos. Apagam suas mágoas com a doce embriaguez.
Andam em bandos, porque temem a solidão. Com noites passadas de dias vividos, e apenas lembranças de rostos desconhecidos. Estão indo embora, para onde vão agora? Não se sabe. Não há sentido e nem direção.
Não se entregam por inteiro, vivendo das metades, fugindo do certeiro. Estão com todo mundo, mas estão sozinhos.
Óh homens do século XXI, por quem vivem afinal? Antes de dormir, por que sentem esse vazio? Essa interminável luta por ninguém. Nômades por opção, quando vão colocar concreto nessa terra molhada? Nesse mundo há uma jornada, onde estão afinal, as suas pegadas?